Um dos empresários de mídia mais bem sucedidos do país morria há exatos 20 anos. Adolpho Bloch, dono da Manchete, faleceu em 19de novembro de 1995, após passar por uma cirurgia cardíaca na extinta Beneficência Portuguesa de São Paulo. Bloch sofreu uma embolia pulmonar e, também, uma dinfunção da válvula mitral.
Adolpho Bloch foi dono de um império de comunicação formado pela Rede Manchete de Rádio e TV.
Apesar de seu sucesso como empresário no Brasil, Adolpho Bloch não era brasileiro e sim ucraniano. Nascido em Kiev (capital da Ucrânia), Bloch chegou ao Brasil em 1922, por conta de perseguições devido a origem judaica de sua família.
Sua história no ramo de comunicação teve início em 1940, quando trabalhou na editora Rio Gráfica, chefiada por Roberto Marinho (que posteriormente foi dono de um dos maiores grupo de comunicação do Brasil: o Globo). Esta editora foi muito importante para Adolpho Bloch, pois ela lhe deu a oportunidade de entrar em contato com políticos e artistas.
Em 1952, Adolpho Bloch começou sua caminhada como empresário do ramo de comunicação, ao fundar a revista Manchete. A revista era publicada em escala nacional e simbolizou o primeiro passo para a criação de um conglomerado de mídia. O sucesso da revista Manchete foi tamanho que Adolpho Bloch se tornou amigo do então presidente da República Juscelino Kubitschek.
Os anos 80 representaram para Adolpho Bloch seu ápice no ramo das comunicações. O empresário reuniu o que havia de melhor no grupo Manchete e fundou sua emissora de TV (que, posteriormente, se tornou uma das maiores do país.) em 5 de julho de 1983.
Após a morte de Adolpho Bloch, o grupo Manchete passou para Pedro Jack Kappeler, sobrinho de Bloch. Apesar de ter herdado um grande grupo midiático, Kappeler teve que lhe dar com dívidas exorbitantes. Bloch lhe deixou uma dívida de mais de R$ 500 milhões.
O faturamento TV Manchete caiu 40% em 1999. No mesmo ano a emissora demitiu 540 funcionários (que respondiam por 1/3 do total). Atrassos nos salários eram constantes. O caos econômico provocou a suspensão de novelas, que estavam sendo transmitidas e, também, de quase todos os programas jornalísticos. Diante dos problemas o grupo Manchete encerrou suas atividades no ano 2000.
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