Hoje comemoramos o dia de uma importante classe trabalhadora do país: tratam-se dos garís e dos faxineiros, ou seja, aqueles que cuidam da limpeza pública e privada. Podemos falar que o trabalho desses profissionais é de vital importância, pois, sem eles, teríamos o acúmulo de lixo na cidade o que nos levaria a uma maior vulnerábilidade a ação de doenças.
Nesse dia é importante nos lembrar da falta de consciência da maioria de nosso povo, que parece achar que o garí ou o faxineiro está ali para limpar o lixo e, portanto, saem por aí jogando suas sobras para todos os cantos.
Se você faz isso meu caro(a) está enganado(a) pois o trabalho de recolher o lixo está atrelado a prevenção; ou seja, o gari não tem que limpar, especificamente, o seu lixo e sim os resíduos que ficam pelas ruas. É graças a esse pensamento, que doenças como, por exemplo, a dengue se prolifera pela cidade.
Infelizmente, esse profissional que cuida, diretamente, da limpeza e indiretamente, da nossa saúde é muito pouco valorizado em nosso país. Em novembro de 1994, Fernando Braga, estudante de Psicologia da USP, vestiu o uniforme de gari e, como parte de um estágio, acompanhou a rotina dos garis da Cidade Universitária trabalhando com eles.
Segundo Fernando, que limpava um andar de um dos prédios da faculdade, as pessoas passavam por ele e eram incapazes de dar bom dia. O preconceito social foi tão grande, que foi capaz de tirar o estudante do campo de visão dos outros.
A péssima experiência acabou virando livro editado pela Editora Globo. Se você é daqueles que despreza aqueles que estão abaixo de você na classe econômica, leia esse texto e pense em como está tratando aqueles que não tiveram a mesma sorte que você profissionalmente falando.
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