quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

28 de janeiro: Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi criado para combater, como o próprio nome diz, a exploração de pessoas através do trabalho em regime integral. Segundo o Coordenador Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, Rafael Garcia Rodrigues, em 2015, mais de mil trabalhadores foram retirados do regime escravocrata de trabalho. Mesmo com todas as campanhas realizadas para a erradicação do trabalho escravo, uma das principais dificuldades para acabar com o problema, é a falta de atenção que a sociedade para o tema.

Segundo o artigo 149 do Código Penal brasileiro, caracteriza-se como trabalho escravo aqueles lugares que apresentam condições degradantes ao trabalhador; tais como: jornada excessiva de trabalho, trabalho forçado, obrigar o trabalhador a contrair dívida com a empresa, impedir que o trabalhador tome sua condução para casa, com o objetivo de retê-lo no trabalho. 

Se o crime for cometido por preconceito contra a raça, cor, etnia, religião ou origem; a pena é acrescida pela metade do tempo previsto em lei. Aqueles que submeterem o trabalhador a jornadas forçadas têm como pena: acusação como violência contra o trabalhador, que corresponde a um período de dois a oito anos de prisão, além de multa. 

O trabalho escravo é ilegal a séculos. Desde a abolição da escravatura pela Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, pela princesa Isabel. Hoje em dia, o trabalho escravo se configura de maneira diferente; naquela época, os escravos eram propriedades comprovadas por documentos, ou seja, os trabalhadores eram posse dos patrões.

Hoje o trabalho escravo se dá de maneira "camuflada" através de horas extras absurdas, falta de estrutura para a realização do trabalho, uso de artimanhas para fazer o trabalhador contrair dívidas com a empresa.

radios.ebc.com.br;
reporterbrasil.org.br.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ataque a jornal satírico francês completa um ano

Hoje, se completa um ano que extremistas islâmicos assassinaram jornalistas do Charlie Hebdo. Os irmãos Chérif e Said Kouachi entraram na redação do jornal, mataram 12 pessoas e feriram outras 11 em sete de janeiro de 2015, motivados por uma idéia de vingança, já que o Charlie Hebdo vinha criticando o islamismo.

Na ocasião, o ato terrorista comoveu a população francesa e o mundo. Quase quatro milhões de pessoas, dentre elas o presidente François Hollande e 50 chefes de estado, foram as ruas e fizeram uma caminhada em protesto contra o ato terrorista.

Um ano após os ataques terroristas, a França lembrou a tragédia. Na última terça (dia cinco), o presidente François Hollande inaugurou três placas. Uma na antiga sede do Charlie Hebdo; a segunda na rua onde um policial foi morto, durante a fuga dos terroristas; e a terceira no supermercado atacado durante o atentado.

As homenagens só terminarão no domingo, quando ocorrerá uma "cerimônia de recordação aos mortos de janeiro" e o plantio de um carvalho de 10 metros de altura, que será chamado de "árvore da recordação".

Mesmo após a represália, o Charlie Hebdo manteve sua postura crítica e uma semana após os ataques lançou uma edição especial com cinco milhões de tiragens (geralmente a tiragem é de 60 mil) que trazia na capa o profeta Maomé chorando e segurando uma placa que dizia "tudo está perdoado". A atitude revoltou muçulmanos de outros países que protestaram queimando a bandeira francesa e mostrando que o confronto não chegou ao final.

Para marcar a data de um ano do atentado, o Charlie Hebdo lançou uma edição especial que traz Deus carregando um fuzil e com as roupas sujas de sangue. A capa foi criticada pelo Jornal do Vaticano que afirmou ser "lamentável", disse que o Charlie Hebdo quer "manipular a fé" e desrespeita as diferentes crenças existentes no mundo e está usando "[...] o nome de Deus para justificar o ódio".

O papa Francisco seguiu a mesma linha de raciocínio ao se pronunciou sobre o jeito de trabalhar do Charlie Hebdo. Segundo ele "não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos outros, não se pode zombar da fé."

Os ataques mostraram que há uma crise étnica na França. Os muçulmanos (muitos deles franceses) não se sentem integrados como parte da nação; e, após os ataques, essa crise se acentuou. 

Apesar de ter sofrido um ataque dentro de sua redação, que vitimou 12 pessoas, o Charlie Hebdo melhorou suas finanças. A época, o jornal contava com o total de 10 mil assinantes e viu esse número subir, após o atentado, para a impressionante marca de 200 mil assinantes em menos de um mês. O fato permitiu o resgate de suas finanças, que vinham bastante debilitadas.

g1.globo.com;
terra.com.br.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Você sabe o que é o Dia de Reis?

Hoje, seis de janeiro, é comemorado o Dia de Reis. Segundo a Igreja Católica, foi num dia seis de janeiro que os três Reis Magos (Baltazar, Belchior e Gaspar) visitaram o menino Jesus em Nazaré. Segundo o evangelho de Mateus, os Reis Magos teriam saído do Oriente levando ouro, incenso e mirra para presentear o menino Jesus.

Cada artefado levado tinha um simbolismo. O ouro representava a realeza de Jesus, o incenso a fé através da oração e a mirra, resina usada como remédio, de sabor amargo, o sofrimento pelo qual Jesus passaria.

O Dia de Reis não representa apenas a visita dos Reis Magos; significa também o momento no qual são desfeitos alguns símbolos natalinos como presépios, enfeites e árvores de Natal.

Em alguns países o Dia de Reis é comemorado. Em Portugal os lusos preparam o Bolo de Reis, que contém um caroço de fava dentro; aquele que encontrar a fava, deve preparar e levar o bolo na comemoração do ano seguinte; também é comum em Portugal os vizinhos se visitarem.

No Canadá e na França é parecido. Nestes países o Bolo de Reis contém uma coroa de papel dentro, quem achá-la é coroado e fica com a responsabilidade de oferecer o bolo no ano seguinte.

Na Espanha, as crianças são incentivadas a deixar, antes de dormir, um sapato com capim na janela. O capim seria alimento para os camelos dos Reis Magos. Em troca, os Reis Magos deixariam doces no lugar do capim.

Aqui no Brasil temos a Folia de Reis, que consiste na formação de um grupo musical que vai visitando as casas de suas vizinhanças. Ao contrário do que aconteceu com Jesus, a Folia de Reis daqui não oferece nenhum presente, pelo contrário, a proposta é receber ofertas das casas visitadas, geralmente são oferecidos comida e bebida.

ebc.com.br