A abolição da escravidão ocorreu no dia 13 de maio de 1888, através de um decreto assinado pela princesa Isabel. A princesa Isabel, que assumiu o trono de imperatriz brasileira em três situações, desempenhou importantes papéis na abolição da esscravidão no Brasil; primeiro assinou a Lei do Ventre Livre, em 1871, que determinava que todos os filhos de escravos, nascidos a partir daquela data, nascessem livres da escravidão; e, posteriormente, a Lei Áurea que aboliu, definitivamente, a escravidão.
Pode-se imaginar que a abolição da escravidão representaria uma melhora significativa na vida dos negros que viviam aqui, porém não foi isso que aconteceu. Após a abolição da escravidão, não houve nenhum esforço por parte das autoridades para inserir os negros na sociedade brassileira. Igreja, Estado e nobres se eximiram da responsabilidade de fazer algo pelos negros que também faziam parte da sociedade brasileira.
Para piorar, os negros foram excluídos até do trabalho braçal. Se, enquanto escravos, eles trabalhavam nas lavouras e na manutenção das grandes propriedades, com a abolição, eles foram jogados fora ao serem substituídos por trabalhadores estrangeiros.
Os negros começaram a trabalhar em regime de escravidão aqui no Brasil, porque os padres jesuítas se posicionaram contra a exploração dos índios. Os negros eram tratados de maneira desumana desde a sua captura. Eles eram transportados para o Brasil em navios (chamados navios negreiros) sob condições insalubres.
Após desembarcarem aqui, eram tratados como mercadorias e comprados por fazendeiros e senhores de engenho. Esses, assim como aqueles que capturavam os negros, os tratavam mal e, muitas vezes, usavam a violência para mostrar sua autoridade.
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