sábado, 28 de dezembro de 2019

Dietas restritivas podem estimular a desistência

É comum encontrarmos pessoas que se dispõem a fazer dietas e, principalmente, querem resultados rápidos. Contudo, essa pode não ser uma boa alternativa. Hoje há quem defenda que é mais válido focar em questões mais sociais; por exemplo: eliminar opções de restaurantes que servem fast foods ou comidas que você relaciona ao sobrepeso e, até mesmo, as companhias que sempre estavam com você quando acabava comendo mal.

Especialistas afirmam que esse tipo de atitude é melhor do que as dietas restritivas, pois estas, com o tempo cansam e desregulam nosso corpo; além disso, em algum momento a pessoa desiste, e, muitas vezes, começa a recuperar "o tempo perdido" durante a dieta comendo e engordando ainda mais (em comparação com o quadro anterior a dieta). 

De acordo com Sophie Deram, coordenadora do Projeto de Transtornos Alimentares da Universidade de São Paulo - USP - a dieta restritiva passa ao nosso cérebro a informação de que tem que repor aquela energia perdida através da dieta, ou seja, precisamos comer. Por isso voltamos da dieta comendo ainda mais.

De acordo com Michele Rasmussen Martins, nutricionista do Instituto Central do Hospital das Clinicas de São Paulo, as dietas muito restritivas não dão certo porque elas não atingem o centro do problema. 

A questão do sobrepeso vai muito além de uma simples questão de comer bem ou mal. Segundo Michele deve se atentar para a composição corporal da pessoa, com que frequência utiliza o banheiro; e focar em objetivos pessoais e não padronizados como, por exemplo, "preciso perder tantos quilos numa semana".  

O mesmo pensamento pode se ter para aplicação dos remédios. Não se deve buscar um especialista que vai te indicar um remédio para emagrecer ou, pior ainda, tomar remédio por conta própria, como já foi dito acima o segredo é focar no comportamento.

bbc.com.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Alimentos ultraprocessados podem ter relação com Diabetes tipo 2

Os alimentos ultraprocessados, carinhosamente chamados de guloseimas, podem trazer muitos riscos a saúde a longo prazo, dentre eles o diabetes. Além dessa doença também podem desencadear a obesidade e o câncer.

Para se chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Paris analisaram os hábitos alimentares de mais de cem mil pessoas entre 2009 e 2019. Durante a pesquisa, as pessoas eram entrevistadas sobre o consumo de 3500 tipos de alimentos diferentes, que foram classificados de acordo com seu grau de processamento. 

As categorias eram: "alimentos não processados/minimamente processados", "ingredientes culinários", "alimentos processados" e "alimentos ultra processados".  Além da classificação dos alimentos, também foi levado em consideração informações sociais e médicas, como: estilo de vida e histórico de consultas médicas.

Os resultados indicaram indícios consistentes da ligação entre o Diabetes Tipo 2 e o consumo de alimentos processados. De acordo com o resultado a carragenina, encontrada nos alimentos ultraprocessados, prejudica a tolerância a glicose, aumentando a resistência a insulina e inibindo sua sinalização. Além disso, apontou o Bisfenol A, encontrada em embalagens plásticas, e os metabólitos formados através do cozimento em alta temperatura à resistência a insulina.

Além do Diabetes Tipo 2, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) indicou que as doenças cardiovasculares também podem ser desencadeadas através de alimentos processados. Segundo os estudiosos um acréscimo de 10% de alimentos ultra processados na dieta, já é o suficiente para aumentar em 12% o risco de doenças cardiovasculares.

uol.com.br;
saude.abril.com.br.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Como lidar com a compulsão alimentar?

A compulsão alimentar é um problema que atinge muitas pessoas. Ela consiste no ato de comer sem parar; na maioria das vezes, o compulsivo come sem fome. Este problema, geralmente, está associado a questões que não tem a ver com escolhas alimentares conscientes; muitas vezes estão ligados a depressão, estresse e outras questões.

As consequências da compulsão alimentar, logicamente, são as piores possíveis. Como comer, desequilibradamente, é prejudicial a saúde, a compulsão alimentar pode provocar doenças como a obesidade e o diabetes.

Há algumas maneiras de se prevenir contra a compulsão alimentar, confira: 


  • Evite dietas restritivas. Esse tipo de dieta causa abstinência; e assim, quando terminam, a pessoa volta comendo, ainda mais, aquele alimento que ela retirou de sua rotina;
  • Não pule refeições. Padronizar a alimentação, ou seja, comer o que está acostumado, diariamente, reduz a possibilidade de compulsão alimentar;
  • Beba bastante água. Beber água é importante para sabermos se o que sentimos é fome ou vontade de comer. Se você estiver com fome, a água não vai saciar a sua vontade de comer; porém se for, puramente, vontade de comer, essa vontade passa com um copo de água;
  • Coma mais fibras. As fibras reduzem a sensação de fome (tem o mesmo propósito da água). Podem ser encontradas nas frutas, nos legumes e nos alimentos integrais;
  • Evite ter junk foods em casa. Os junk foods são alimentos sem valor nutricional e, logicamente, eles apelam ao paladar para se manterem em evidência. O que você pode fazer para fugir deles é deixar de tê-los a mão, ou seja, não compre-os;
  • Pratique atividades físicas. O sedentarismo é uma das principais causas da obesidade e da compulsão alimentar. A atividade física é excelente para quem quer fugir disso;
  • Durma bem. A falta de sono, traz uma certa impaciência a pessoa, como se faltasse algo que impede que ela durma, e uma das alternativas buscadas por essas pessoas é a compulsão alimentar. Muitas pessoas pensam "não tenho sono, não tenho o que fazer...vou comer". Isso é péssimo para a saúde;
  • Tenha uma relação das coisas que come. Ter uma espécie de diário da sua rotina alimentar ajuda a pessoa a fazer uma auto crítica e buscar uma solução para o problema;
  • Planeje as refeições. Isso melhora a qualidade da dieta e, logicamente, diminui o risco de obesidade;
  • Coma devagar. Mastigar devagar é importante pois, durante o ato, o nosso cérebro recebe informações sobre a nossa saciedade. E, se uma pessoa come rápido, logicamente, essas informações demorarão para chegar, não vai haver tempo de assimilarmos nossa saciedade e, consequentemente, comemos mais do que precisamos;
  • Procure um especialista. O atendimento especializado é importante pois a compulsão alimentar atinge nosso cérebro e, as vezes, somente com a ajuda profissional conseguimos nos prevenir dela.
uol.com.br.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Proteínas são fonte de energia, porém seu consumo requer cuidado

O consumo de proteínas atualmente é moda entre as pessoas que praticam exercício físico; de fato, elas são fonte de energia e ajudam a melhorar a performance dos treinamentos (segundo a revista Nature, a proteína é vital para o corpo humano). Contudo, o consumo desenfreado de proteína pode gerar perigo para a saúde, como: doenças renais, no fígado e osteoporose, por exemplo.

No caso dos rins, segundo a coordenadora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), Marcela Voris, o alto consumo de proteína eleva o ácido úrico no sangue, que pode aumentar o risco de formação de cálculos renais; risco que é aumentado, quando o indivíduo bebe pouca água.

As proteínas, contudo, não podem ser vistas como vilãs numa dieta. Por exemplo, uma das dietas de mais sucesso para emagrecer é a low carb, que consiste na substituição dos carboidratos por proteínas. Ela funciona porque as proteínas demoram mais a serem absorvidas pelo organismo, fazendo com que tenhamos uma sensação de saciedade prolongada. Assim comemos menos.

De maneira resumida podemos dizer que a dieta correta é aquela que apresenta equilíbrio. Segundo Voris, não adianta comer só batata-doce, por exemplo, o corpo precisa de outros elementos para se manter saudável. Segundo o Institute of Medicine (IOM), o consumo ideal de proteína diária fica em torno de 0,8 kg por dia.

uol.com.br.