Casos de sobrepeso e obesidade têm aumentado no Brasil. Segundo os especialistas, a única maneira de tentar atenuar o problema é fazendo com que a doença passe a ser tratado como um caso de saúde pública.
O Atlas Mundial da Obesidade 2024 afirmou que a obesidade e o sobrepeso devem atingir metade das crianças e adolescentes no Brasil até 2035 e, a nível mundial, 770 milhões de crianças e adolescentes em todo mundo. Esse número representa uma aumento dos casos saindo de 22% atuais para mais de 39% em 2035.
A obesidade e o sobrepeso podem ser responsáveis pela morte de 1,2 milhões de pessoas; além do surgimento de 10,9 milhões de doenças crônicas. Para piorar o problema, a obesidade é uma doença multifatorial; ou seja, o surgimento dela pode estar ligado a vários fatores: genéticos, culturais, sociais, econômicos e ambientais.
Com esses números, está claro que a obesidade é uma questão de saúde pública. Segundo Bruno Halpern, presidente da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), governo e sociedade precisam se unir para tratar o problema, que atinge crianças, adolescentes e adultos. Ou seja o SUS precisa tomar providências sobre a questão.
Ana Carolina Rocha de Oliveira e Eduardo Nilson, autores de uma pesquisa citada no Congresso Internacional sobre Obesidade, afirmaram que a tendência entre os anos de 2023 e 2044 é aumento da obesidade entre:
- meninos e meninas entre 5 a 9 anos;
- meninos e meninas entre 10 a 14 anos;
- meninos e meninas entre 15 a 19 anos.