Um dos grandes personagens da ditadura militar, coronel Brilhante Ustra, morreu, nesta madrugada, aos 83 anos, vítima de complicações de um câncer. Os problemas de Ustra começaram em 23 de abril, quando foi encaminhado a UTI do Hospital das Forças Armadas com suspeita de infarto, após um mal-estar. Ustra atuou como chefe do (DOI - Codi), entre 29 de dezembro de 1970 até 23 de janeiro de 1974, o órgão era um órgão voltado para caçar opositores do regime.
Em 2013, em depoimento a Comissão Nacional da Verdade, sob acusação de assassinato, sequestro e tortura, Ustra voltou a ser um dos nomes da história política do Brasil, quando afirmou que se os militares não tivessem tomado o poder, os comunistas iriam ter transformado o Brasil num regime ditatorial, nos moldes do regime cubano, que suas ações foram legais (já que recebeu órdens para fazer o que fez) e que a presidente Dilma teria atuado em prol dos comunistas.
Mas, por outro lado, em entrevista ao jornal Zero Hora, em 2014, Ustra admitiu, timidamente, que excessos podem ter sidos cometidos durante as torturas.
Apesar das acusações, Ustra jamais foi indiciado. A Justiça Federal de São Paulo afirmou que os crimes, praticados por Ustra, foram legitimados pelo governo que havia na época e que, portanto, ele apenas cumpriu órdens que, segundo as leis da época, eram legais.
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