É comum encontrarmos pessoas que se dispõem a fazer dietas e, principalmente, querem resultados rápidos. Contudo, essa pode não ser uma boa alternativa. Hoje há quem defenda que é mais válido focar em questões mais sociais; por exemplo: eliminar opções de restaurantes que servem fast foods ou comidas que você relaciona ao sobrepeso e, até mesmo, as companhias que sempre estavam com você quando acabava comendo mal.
Especialistas afirmam que esse tipo de atitude é melhor do que as dietas restritivas, pois estas, com o tempo cansam e desregulam nosso corpo; além disso, em algum momento a pessoa desiste, e, muitas vezes, começa a recuperar "o tempo perdido" durante a dieta comendo e engordando ainda mais (em comparação com o quadro anterior a dieta).
De acordo com Sophie Deram, coordenadora do Projeto de Transtornos Alimentares da Universidade de São Paulo - USP - a dieta restritiva passa ao nosso cérebro a informação de que tem que repor aquela energia perdida através da dieta, ou seja, precisamos comer. Por isso voltamos da dieta comendo ainda mais.
De acordo com Michele Rasmussen Martins, nutricionista do Instituto Central do Hospital das Clinicas de São Paulo, as dietas muito restritivas não dão certo porque elas não atingem o centro do problema.
A questão do sobrepeso vai muito além de uma simples questão de comer bem ou mal. Segundo Michele deve se atentar para a composição corporal da pessoa, com que frequência utiliza o banheiro; e focar em objetivos pessoais e não padronizados como, por exemplo, "preciso perder tantos quilos numa semana".
O mesmo pensamento pode se ter para aplicação dos remédios. Não se deve buscar um especialista que vai te indicar um remédio para emagrecer ou, pior ainda, tomar remédio por conta própria, como já foi dito acima o segredo é focar no comportamento.
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