A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quer criar meios para diminuir a incidência de gordura trans nos alimentos. A gordura trans é utilizada para aumentar a validade de alguns produtos de maneira artificial e também para tornar-los mais crocantes.
O grande problema da utilização dessa gordura é que ele aumenta o colesterol ruim (LDL) e diminui o bom (HDL), o que aumenta o risco de incidência de doenças cardiovasculares, seu consumo também é ligado ao risco de desenvolvimento de Diabetes Tipo 2.
Por pior que seja, é muito difícil cortarmos a gordura trans do nosso dia-a-dia. Sendo assim, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que não consumamos mais de 2 gramas por dia, numa dieta de 2 mil calorias.
Diante desse cenário, a especialista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Laís Amaral, afirma que a fiscalização e regulamentação deveria ser mais rigorosa, começando na matéria prima.
Em outros países, o controle da fabricação de alimentos com gordura trans está mais avançado. Na Dinamarca, por exemplo, desde 2003 a gordura trans só pode representar 2% do total de gordura inserida em um determinado produto. Nos EUA, desde 2015, foram banidos os óleos e gorduras parcialmente hidrogenadas.
Muitas pessoas pode estar se perguntando "beleza, a gordura trans faz mal; mas o que eu posso fazer para substituí-la?"; simples, a gordura totalmente hidrogenada é uma boa opção; ela pode ser usada no óleo de palma.
A gordura trans é gerada a partir de um óleo vegetal líquido, através de um processo chamado hidrogenação, que transforma o óleo em gordura sólida. Ela é usada para aumentar a validade dos produtos, acentuar o sabor e melhorar a textura e deixar o alimento crocante.
O consumo exagerado da gordura trans pode causar a morte. Segundo a Anvisa, 18.576 pessoas morreram, ao redor do mundo, por conta de desenvolvimento de doenças causadas pelo alto consumo de gordura trans.
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