Muitas pessoas (inclusive eu) adoram tomar um cafezinho; outras, ainda, fazem uso de bebidas derivadas do café. Apesar da grande aceitação (segundo o IBGE, o brasileiro toma de quatro a cinco xícaras da bebida por dia) a cafeína é uma substância para ser apreciada moderadamente; pois, por se tratar de um estimulante, é capaz de acelerar os batimentos cardíacos e, assim, causar irritação, dificultar o sono e provocar a dependência.
De acordo com Luiz Antônio Machado César, médico e pesquisador do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, se consumirmos até quatro xícaras de café ao dia, estamos agindo saudavelmente; já que o café é antioxidante, apresenta Vitamina B3 e minerais.
O café também ajuda a prevenir e tratar doenças motoras como o Parkinson. Segundo o neurologista Renato Puppi, coordenador da Associação Paranaense de Portadores de Parkinson, o café tem a mesma eficácia que os remédios usados na fase inicial da doença; isso ocorre, porque o café estimula a produção do neurotransmissor chamado dopamina (o Parkinson ocorre nos casos em que o corpo não a produz mais).
A única ressalva fica por conta de pessoas que sofrem os efeitos colaterais do café. Alguns sofrem taquicardia pois, como já foi dito, o café aumenta os batimentos; outros têm dor de cabeça ou ficam irritados facilmente; há casos em que a pessoa tem alucinações; nessas situações, diminuindo a quantidade ingerida, os sintomas desaparecem.
Uma solução muito comum para diminuir os riscos desse efeito colateral do café é o uso do coador. Segundo Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, ao coarmos o café, podemos reter duas substâncias presentes no pó que são cafestol e o kahweol, que elevam os níveis de colesterol no sangue.
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