A Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro, está completando 450 anos. A história da cidade começa no quando navegantes portugueses viram, pela primeira vez, a Baía de Guanabara no ano de 1502, deste episódio, inclusive, se originou o nome da cidade; pois, ao enxergarem terra firme, os navegantes portugueses acreditaram que estavam na foz de um grande rio e, assim, deram o nome de Rio de Janeiro ao lugar. Embora tenha sido avistada em 1502, o Rio de Janeiro só ganhou o título de cidade em 1565, quando Estácio de Sá fundou, no dia primeiro de março, a nossa São Sebastião do Rio de Janeiro.
No ano de 1763, o Rio de Janeiro foi elevado ao título de capital da colônia. A troca ocorreu por motivos, estritamente, ecoômicos. Da mesma forma que Salvador foi capital devido ao comércio do açúcar, o Rio de Janeiro tornou-se capital por conta da sua proximidade com o estado de Minas Gerais que era um grande produtor de ouro que nessa época tornou-se a principal matéria prima de comercialização. O Rio era uma rota bastante viável para que os portugueses chegassem em Minas.
Além da questão geografica, havia uma ameaça, por parte da coroa espanhola. A Espanha já havia tomado as regiões que se encontravam próximas ao Rio da Prata, sendo assim, era vital que os portugueses povoassem a região a fim de evitar que os espanhóis controlassem a região sul do país.
Em 1808, o Rio de Janeiro passa a ser a capital do império. Fugidos de Portugal por temerem um ataque de Napoleão Bonaparte, a Família Real vai buscar abrigo em sua colônia mais próspera, no caso o Brasil; por ser a capital do Brasil, o Rio de Janeiro passa a ser a capital do império português.
Esse episódio foi importante para a cidade que recebeu muitos investimentos em infra-estrutura. D. João, rei de Portugal, criou cursos de especialização em algumas áreas no Rio de Janeiro; fez o Jardim Botânico; criou a imprensa através do jornal 'A Gazeta do Povo'. No âmbito político e administrativo, D. João criou o Banco do Brasil, a Casa da Moeda e o Supremo Tribunal.
O Rio de Janeiro só deixou de ser capital em 1961, sob o comando do presidente Juscelino Kubitschek, que construiu Brasilia e a transformou na capital. Nesse período, o mundo se encontrava envolto em muitos conflitos e, o presidente acreditava que, levando a capital para o interior do país, se resguardaria de possíveis ataques; além disso, por ser muito grande, o Brasil apresentava uma enorme diferença de desenvolvimento entre suas cidades; sendo assim, a ida do governo federal para o interior do país ajudaria a desenvolver esse território.
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