- Primeiramente, o escravo estava, cada vez mais raro, pois havia uma lei que proibia o tráfico. Ou seja, não se poderia trazer escravos africanos para o Brasil;
- Pressões da Inglaterra. Os ingleses queriam que a economia do Brasil crescesse para que o nosso país comprasse, ainda mais, os seus produtos; porém, para que isso ocorresse, o nosso país deveria ter quem adquirisse esses artigos e, logicamente, trabalhadores assalariados poderiam fazer essas aquisições; por outro lado, se a escravidão fosse mantida, isso não ocorreria, pois o escravo não recebe nenhum tipo de pagamento;
- Custo do trabalhador assalariado era menor;
- Exército se nega a perseguir escravos e a igreja condena a escravidão.
A partir daí, começou uma organização de vários órgãos que apresentavam propostas abolicionistas, dentre eles a criação da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, em 1880; e, mais tarde, a Confederação Abolicionista, em 1883.
O segundo passo do governo, em 1885, foi a Lei dos Sexagenários, que libertava o escravo que chegasse aos 65 anos de idade. Embora fosse anunciado como uma inclinação ao abolicionismo, a Lei dos Sexagenários representava, na prática, uma resistência a abolição, pois mantinha a pessoa escrava até uma idade em que ela já não conseguia trabalhar nas condições insalubres que os escravos trabalhavam; ou seja, ela era liberada quando já não era mais produtiva.
Finalmente, no dia 13 de maio de 1888, é abolida a escravidão. A princesa Isabel, ocupando o trono de imperatriz provisoriamente, assina a Lei Áurea. A lei possuía apenas dois artigos; o primeiro, determinava a libertação dos negros que ocupassem o território brasileiro; e, o segundo ilegalizava qualquer medida, lei ou decreto que fosse contra o primeiro.
Mesmo livres, os negros continuaram a ter problemas em nosso país; pois não houve uma política de integração destes na sociedade; e, sendo assim, alguns negros inclusive, permaneciam nas fazendas onde eram escravos.
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