quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fidel Castro ganha prêmio pela paz

O ex-presidente cubano Fidel Castro foi agraciado com um prêmio destinado à aqueles que ajudam a promover a paz. O prêmio Confúcio de La Paz, criado pelo governo chinês, é oferecido por este como se fosse o Nobel da Paz (tido como tendencioso na China, após ser oferecido ao escritor dissidente do governo Liu Xiaobo). Segundo Liu Zhiqin, co-fundador do prêmio, Fidel Castro é merecedor da honraria porque, em seus imbróglios com os EUA, nunca usou a violência.

Os agraciados pelo Prêmio Confúcio de La Paz são escolhidos através de um comitê formado por acadêmicos e empresários. Este comitê afirma que seu processo de seleção é independente do governo chinês expressando suas próprias aspirações para a paz mundial. Entre as celebridades agraciadas pelo prêmio estão: o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan e o presidente russo Vladimir Putin.

Fidel Castro nasceu no dia 13 de agosto de 1926, na escola sempre foi um aluno de destaque. A vida política de Fidel se iniciou em 1945, quando entrou na Universidade de Havana, para cursar Direito. Durante esse período, Fidel participou, ativamente, de manifestações contra o governo de Ramón Grau San Martín.

A luta de Fidel contra os governos que oprimiam Cuba continuava. Seus objetivos eram: alcance da soberania nacional, independência econômica através da produção agrícola, fim dos latifúndios, desenvolvimento da indústria, nacionalização dos serviços públicos, combate à corrupção, defesa dos trabalhadores.

Em 1952, Fidel Castro se lança a candidato a presidência da república. Contudo, as eleições não ocorreriam, pois o general Fulgêncio Baptista, apoiado pelos EUA, consegue dar um golpe de estado. Diante desse cenário, Fidel apresenta uma denúncia contra Fulgêncio por romper a ordem constitucional; mas, o tribunal, com medo de represálias, não aceita as denúncias.

As iniciativas legais buscada por Fidel Castro não surtiram efeito. Assim sendo, o futuro presidente cubano passa a buscar outras vias (essas ilegais) como, por exemplo, ataque a quartéis, com o objetivo de minar as defesas do regime cubano; porém tais iniciativas não dão certo e Fidel é capturado. Contudo, não era daquela vez que Fidel morreria, contando com a ajuda de um soldado simpático a revolução, a vida de Fidel Castro é poupada.

O castigo dado a Fidel é modificado, ao invés da morte, o futuro presidente cubano, é condenado a 15 anos de prisão (que não chegou a cumprir, graças a indulgência dada em 1955 pelo mesmo Fulgêncio Batista.

A vontade de libertar Cuba era muito maior do que o medo das retaliações impostas pelo presidente cubano. Em agosto de 1955, Fidel publica o Primeiro Manifesto do Movimento 26 de Julho, que retoma a necessidade: da reforma agrária, do fim dos latifúndios, das reformas econômicas e sociais a favor dos pobres, da nacionalização dos serviços públicos, da reforma fiscal e da luta contra a corrupção.

No dia 02 de dezembro de 1956, finalmente, começa a ação derradeira para a deposição de Fulgêncio Baptista. Fidel partiu do México com 82 pessoas, acomodadas em quatro barcos, com o objetivo de iniciar a guerra que tiraria Fulgêncio Baptista do Poder.

A guerra, que começou em dois de dezembro de 1956, seria longa, duraria dois anos e um mês. Mesmo assim, o governo cubano não permitiu que o mundo soubesse que Cuba estava em guerra. Essa só seria descoberta através do repórter Herbert Mathew, do New York Times, que conseguiu chegar até Fidel Castro e realizar uma entrevista.

A descoberta da guerrilha fez com que os EUA se mexessem para manter o governo vigente através de apoio militar. Os americanos cederam 20 mil soldados ao governo cubano. Mas, ao que parece, o apoio veio tardiamente, pois o exército de Batista se rendeu. No dia primeiro de janeiro de 1959, a Revolução Cubana arquitetada por Fidel Castro sai vitoriosa.

Terminada a guerra se iniciou a montagem do novo governo que não contava com Fidel como presidente. Inicialmente, ele participou do novo regime como ministro das Forças Armadas. Mas, o então primeiro-ministro José Miró Cardona renuncia ao cargo por não concordar com as reformas que seriam feitas em Cuba; assim, Fidel Castro é indicado para ocupar o cargo de primeiro-ministro.

Mesmo tendo os EUA como inimigo durante a revolução, Fidel Castro afirma que não haveria problemas em manter boas relações com os americanos. Mas, em sua primeira visita aos EUA, como presidente cubano, o presidente Eisenhower se nega a recebê-lo. 

Em outubro de 1959, a posição dos EUA, contrária ao governo de Fidel fica clara. O rebelde Pedro Luíz Díaz Lanza  lança uma bomba sobre Havana, provocando duas mortes e o ferimento de outras 45 pessoas. Os EUA, lugar onde vivia Pedro, se nega a extraditar o terrorista. Num outro episódio, os americanos se negaram a negociar armas com Cuba. Diante do quadro de hostilidade, Fidel Castro passa a se aproximar da União Soviética comprando armas destes. 

A partir daí fica clara a retaliação dos EUA a Cuba. Fidel Castro sofre, nada menos, que 637 tentativas de assassinato; e há uma tentativa, por parte dos EUA, de bloquear qualquer carregamento que tenha direção à Cuba. Após mais um dos ataques americanos (dessa vez de maneira clara, através de um bombardeio a um aeroporto), Fidel Castro declara Cuba como um país socialista.

Em outubro de 1965 é criado o Partido Comunista de Cuba (PCC), tendo Fidel Castro como primeiro secretário. Mesmo com o fim da União Soviética, Fidel Castro manteve o regime socialista em Cuba.

Em 2006, vítima de uma grave doença intestinal, Fidel Castro renuncia ao poder, sendo sucedido pelo seu irmão, Raúl Castro. Como herança deixou um país soberano, independente, respeitado internacionalmente, avançado nos campos da cultura, saúde, educação e esporte.

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